A ordem global estabelecida depois do fim da segunda guerra acabou. Basta olhar para os movimentos que os Estados Unidos têm feito ultimamente para tentar frear a influência de países não alinhados ao seus interesses — como Rússia, China e Irã. Os EUA agem como um império decadente que busca, por meio da força, manter (o resto de) sua hegemonia sobre o mundo.
E DE ONDE VEM ESSA HEGEMONIA?
A hegemonia dos Estados Unidos sustentou-se até então no sistema do petrodólar — estabelecido na década de 1970 — que vinculou a venda global de petróleo exclusivamente à moeda americana, forçando todas as nações do mundo a acumularem reservas em dólar para garantir seu suprimento energético. Esse mecanismo concede a Washington o “privilégio exorbitante” de financiar déficits gigantescos e exercer um poder de sanção sem precedentes, já que controlar o fluxo de dólares significa, na prática, controlar o acesso à energia global.
O QUE A AMEAÇA?
Os BRICS (Brasil-Russia-India-China-África do Sul) ao liderarem o movimento de desdolarização, representam uma ameaça a esta ordem estabelecida no pós-guerra pois usam de sua escala econômica e influência geopolítica para criar sistemas de pagamentos alternativos (como o PIX e BRICS Pay) e negociar commodities em moedas locais. Ao buscarem fragmentar a arquitetura financeira centrada no dólar, os BRICS visam construir uma ordem multipolar onde a moeda americana deixe de ser a ferramenta primária de disciplina e controle hegemônico global.
Mas um império decadente não cai sem atirar.
Para garantir a continuidade do seu poder pelo mundo, os EUA precisam garantir a vassalagem de estados estratégicos. A conquista de territórios é um conceito arcaico no mundo atual; o que o império estadunidense fomenta é a mudança de regime.
Entra aqui o conceito de Guerra Híbrida (Leirner, 2020)
Para Piero Leirner (2020), a Guerra Híbrida não é um conflito de tanques e bombas, mas uma estratégia de “estrangulamento” invisível. Ela opera no campo das Operações Psicológicas (PsyOps), usando redes sociais e algoritmos para fragmentar o tecido social de uma nação.
Assim o império Estadunidense-Sionista, através das suas agências de inteligência (CIA, MI6, Mossad), interferem diretamente em eleições e em revoluções coloridas pelo mundo, como no Nepal em 2025, na Alemanha e Reino Unido em 2024 e — como sabemos — nas eleições brasileiras desde o governo Dilma Roussef.
Israel, com seu plano expansionista da chamada “Grande Israel”, ataca países vizinhos e se coloca como um “puxadinho” dos Estados Unidos no Oriente Médio. Com um genocídio para chamar de seu, não é exagero algum apontar semelhanças entre o país hoje e a Alemanha da década de 30-40.
Uma vez que a ordem unipolar liderada pelos EUA se quebrou, é preciso ficar atento com os próximos passos do império decadente: com o eventual fracasso da ofensiva ao Irã, sua atenção se voltará para a América Latina, seu “quintal”.
Slide 9: É sob esta mentalidade que os EUA sufocam Cuba e preparam a narrativa de combate ao “narcoterrorismo” para invadir militarmente territórios do continente. O objetivo final é uma mudança de regime que coloque um presidente fantoche e siga trabalhando a favor da hegemonia norte-americana.
No Brasil, infelizmente, não faltam candidatos a vassalos estadunidenses. E geralmente, eles escondem sua vassalagem sob um verniz de “patriotismo”.
2026 não será fácil. Fique atento.


