A Terceira Guerra já Chegou

Mas a guerra moderna não é a mesma dos anos 40: Ela é difusa e silenciosa.

A ordem global estabelecida depois do fim da segunda guerra acabou. Basta olhar para os movimentos que os Estados Unidos têm feito ultimamente para tentar frear a influência de países não alinhados ao seus interesses — como Rússia, China e Irã. Os EUA agem como um império decadente que busca, por meio da força, manter (o resto de) sua hegemonia sobre o mundo.

E DE ONDE VEM ESSA HEGEMONIA?

A hegemonia dos Estados Unidos sustentou-se até então no sistema do petrodólar — estabelecido na década de 1970 — que vinculou a venda global de petróleo exclusivamente à moeda americana, forçando todas as nações do mundo a acumularem reservas em dólar para garantir seu suprimento energético. Esse mecanismo concede a Washington o “privilégio exorbitante” de financiar déficits gigantescos e exercer um poder de sanção sem precedentes, já que controlar o fluxo de dólares significa, na prática, controlar o acesso à energia global.

O QUE A AMEAÇA?

Os BRICS (Brasil-Russia-India-China-África do Sul) ao liderarem o movimento de desdolarização, representam uma ameaça a esta ordem estabelecida no pós-guerra pois usam de sua escala econômica e influência geopolítica para criar sistemas de pagamentos  alternativos (como o PIX e BRICS Pay) e negociar commodities em moedas locais. Ao buscarem fragmentar a arquitetura financeira centrada no dólar, os BRICS visam construir uma ordem multipolar onde a moeda americana deixe de ser a ferramenta primária de disciplina e controle hegemônico global.

Mas um império decadente não cai sem atirar.

Para garantir a continuidade do seu poder pelo mundo, os EUA precisam garantir a  vassalagem de estados estratégicos. A conquista de territórios é um conceito arcaico no mundo atual; o que o império estadunidense fomenta é a mudança de regime.

Entra aqui o conceito de Guerra Híbrida (Leirner, 2020)

Para Piero Leirner (2020), a Guerra Híbrida não é um conflito de tanques e bombas, mas uma estratégia de “estrangulamento” invisível. Ela opera no campo das Operações Psicológicas (PsyOps), usando redes sociais e algoritmos para fragmentar o tecido social de uma nação.

Assim o império Estadunidense-Sionista, através das suas agências de inteligência (CIA, MI6, Mossad), interferem diretamente em eleições e em revoluções coloridas pelo mundo, como no Nepal em 2025, na Alemanha e Reino Unido em 2024 e — como sabemos — nas eleições brasileiras desde o governo Dilma Roussef.

Israel, com seu plano expansionista da chamada “Grande Israel”, ataca países vizinhos e se coloca como um “puxadinho” dos Estados Unidos no Oriente Médio. Com um genocídio para chamar de seu, não é exagero algum apontar semelhanças entre o país hoje e a Alemanha da década de 30-40.

Uma vez que a ordem unipolar liderada pelos EUA se quebrou, é preciso ficar atento com os próximos passos do império decadente: com o eventual fracasso da ofensiva ao Irã, sua atenção se voltará para a América Latina, seu “quintal”.

Slide 9: É sob esta mentalidade que os EUA sufocam Cuba e preparam a narrativa de combate ao “narcoterrorismo” para invadir militarmente territórios do continente. O objetivo final é uma mudança de regime que coloque um presidente fantoche e siga trabalhando a favor da hegemonia norte-americana.

No Brasil, infelizmente, não faltam candidatos a vassalos estadunidenses. E geralmente, eles escondem sua vassalagem sob um verniz de “patriotismo”.

2026 não será fácil. Fique atento.

Foto de Luís Meira

Luís Meira

Mestre pelo programa de Pós Graduação Interdisciplinar em Linguagens, Mídia e Arte da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, com o trabalho "Infiltrado no Chan: Economia e Identidade do ódio", sob orientação do Prof. Dr. Carlos Alberto Zanotti, onde foi bolsista do CNPq. É graduado em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda pela Universidade Católica de Pernambuco. Teve experiência como diretor de arte nas agências Shifty e 4com, em Recife. Possui conhecimento básico da língua alemã (Goethe Institut, A2), fluência na língua inglesa (Alpha Collegue of English-Dublin, B2+), atualmente estuda a língua japonesa (NCL-Recife, A2) e possui noções básicas da língua francesa (Aliança Francesa-Recife, A1.1).

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